Guia Gessulli
19-Set-2018 08:01
Energia

Voith investe em soluções para CGHs

A solução aproveita as baixas quedas d’água e por esta razão não necessita de barramentos ou formação de lagos

A Voith Hydro,  fechou contrato para o fornecimento de equipamentos e serviços para a nova Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Nogueira que está em construção, no rio Chopim, na cidade de São Jorge do Oeste, no Paraná.

A multinacional alemã disponibilizará sete unidades geradoras da solução Stream Diver, shut-off valves e demais equipamentos auxiliares para a planta que tem potência instalada de 5MW. Inédita no Brasil, a tecnologia é referência em geração de energia com baixo impacto ambiental.

A solução aproveita as baixas quedas d’água e por esta razão não necessita de barramentos ou formação de lagos, ajudando a preservar a fauna original e evitando o desmatamento de regiões inteiras. A mata ao redor será preservada por unidade de conservação ambiental.

Por ser 100% livre de óleo e graxa a solução não oferece riscos de poluição ao meio ambiente caso ocorra qualquer tipo de vazamento das unidades geradoras.

A tecnologia Stream Diver também é responsável por minimizar os custos de operação já que não há a necessidade da construção de grandes instalações, nem de equipamentos auxiliares. Geralmente, as CGHs são opções em locais nos quais as usinas convencionais seriam inviáveis.

“O baixo impacto ambiental devido à tecnologia livre de óleo e à redução do CAPEX dado a redução do custo civil frente a soluções convencionais são os principais benefícios proporcionados pela solução Stream Diver”, diz Martin Andrae, Presidente e CEO da Voith Hydro na América Latina.

As unidades geradoras são instaladas abaixo da linha d’agua e por estarem submersas não emitem ruídos, outro fator que não prejudica a fauna aquática.

Quanto à manutenção, a Stream Diver tem altos índices de confiabilidade e apresenta baixos níveis de paradas técnicas.

Com previsão de início de operação para agosto de 2019, a CGH Nogueira é a primeira referência da tecnologia Stream Diver no Brasil e é uma opção para aproveitar o potencial hidroelétrico das usinas a fio d’água, com quedas menores que 8 metros de altura, potencial ainda pouco explorado no país.

Redação
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