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Carbono

São Paulo ganha primeira cafeteria do mundo com venda de créditos de carbono

Neste mês, parceria pioneira entre o Café da Margem e a startup MOSS oferecerá pela primeira vez o ativo digital para pessoas físicas em espaços que serão inaugurados em parques da cidade

Redação
20-Abr-2021 11:51 - Atualizado em 20/04/2021 12:36

O primeiro estabelecimento comercial do mundo a oferecer no cardápio créditos de carbono fica em São Paulo. A iniciativa resulta da parceria entre o Café da Margem – idealizado há um ano pela plataforma Grape ESG e em colaboração com a Nescafé, a marca de cafés da Nestlé – e a MOSS, startup pioneira em tokenizar a compensação dos gases de efeito estufa – token esse batizado de MCO2.

Iniciativa que visa neutralizar os gases de efeito estufa e minimizar os impactos do aquecimento global, a compensação de carbono por meio de créditos é empreendida por países e organizações, mas nunca antes por pessoas físicas. Simbolicamente, no próximo Dia da Terra, celebrado em 22 de abril, a MOSS dá mais um passo rumo à democratização desse ativo com a venda ao ar livre nas unidades do Café da Margem do Parque da Mooca e ao lado do Parque Ibirapuera.

Ali, os visitantes que adquirirem o MCO2 ajudarão no envio de recursos a projetos socioambientais da Amazônia. O cliente receberá por e-mail um certificado mostrando a área preservada pela iniciativa, além de seu impacto positivo ao meio ambiente. Também será possível armazenar o crédito, que não expira, em uma carteira digital, para venda futura. Os preços variam de acordo com a cotação do token.

“Esta é uma oportunidade de reparar os impactos negativos ao planeta através de uma missão ao alcance de todos”, afirma Luis Felipe Adaime, CEO e Fundador da MOSS. “A parceria com o Café da Margem torna mais didático e democrático o acesso ao crédito de carbono da MOSS, o primeiro ativo digital verde do mundo”, complementa.

Os créditos de CO2 são gerados por projetos já estruturados de conservação na Amazônia, que evitam a emissão de gases nocivos ao meio ambiente, como o dióxido de carbono. Por meio da compra de MCO2, os clientes da MOSS ajudam diretamente quatro projetos na Amazônia. Em menos de um ano, já enviaram US$ 10 milhões para esses projetos, ajudando a preservar aproximadamente 1 milhão de hectares - o tamanho de um pequeno país como Jamaica, Catar ou Líbano.

Construído apenas com materiais reutilizáveis e com unidades ao longo da ciclovia da Marginal Pinheiros (dos parques da Mooca e Ibirapuera entre elas), o Café da Margem foi inaugurado em outubro de 2020 na Praça Camafeu, em Interlagos, e logo se notabilizou como estabelecimento referência em sustentabilidade e economia circular na cidade. Com o compromisso da geração zero de resíduos sólidos, também desenvolve parcerias e atividades inovadoras a fim de monitorar a cadeia de valor e capacitar pequenos produtores sustentáveis. 

“Queremos levar essa discussão para além do ambiente corporativo e governos e provocar um debate entre as pessoas, do papel de cada cidadão, através da compra direto do cardápio”, destaca Ricardo Assumpção, CEO da Grape ESG e idealizador do Café da Margem. “Vamos mostrar que esse assunto, sobre o qual as pessoas leem e que por vezes parece abstrato, é uma responsabilidade de todos, agora totalmente acessível na forma de um ativo que não expira e pode valorizar”, enfatiza.

O lançamento celebra ainda a união entre Café da Margem e Nescafé, que é mundialmente líder em café e sustentabilidade na cafeicultura. Por meio da linha Origens do Brasil, de cafés arábica 100% nacionais e de origem responsável, a marca de cafés da Nestlé apoia a iniciativa.

“Acreditamos que um futuro mais sustentável, está em cada escolha que fazemos, como empresa e como indivíduos. Nescafé Origens do Brasil representa esse compromisso, um café cultivado de forma responsável; uma escolha consciente que tem o cuidado de gerar impacto positivo em toda cadeia. A nossa parceria com o Café da Margem é sobre isso, unir esforços e abraçar cada oportunidade de fazer a diferença. Mais um passo importante para o futuro que queremos construir.”, afirma Rachel Muller, diretora de cafés da Nestlé.

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