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30-Out-2019 16:23
Energia Limpa

Rio de Janeiro é o quarto estado com maior número de painéis solares para geração distribuída

Volume de sistemas fotovoltaicos mais que dobrou no estado neste ano. Em 2018, a quantidade era de 3.513 unidades, enquanto hoje é de 7.076

O número de painéis solares para geração de energia no estado do Rio de Janeiro mais que dobrou neste ano. Em 2018, a quantidade era de 3.513 unidades, chegando a 7.076 até o momento. O Rio está na quarta colocação no ranking dos estados com maior geração de energia solar na geração distribuída, sendo a Região Metropolitana a área com maior vantagem econômica para a instalação devido à tarifa de energia. Os dados são do Índice Comerc Solar mais recente, divulgado em abril.

No Brasil, são mais de 121 mil sistemas fotovoltaicos instalados na geração distribuída, responsáveis pela produção de 1.327.199,74 kW de energia. Deste montante, 57.549,73 kW são produzidos no Estado do Rio. O Estado está atrás apenas de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, sendo que, no Rio, a grande maioria das instalações acontece em ambiente residencial (6.314) e comercial (631). Em 2018, eram 1.866 unidades instaladas, subindo para 3.563 instalações apenas em 2019, somando os 7.076 em todo o Estado.

Em relação aos municípios do Rio, a capital lidera com 1.827 painéis instalados, seguida por Campos dos Goytacazes (725), Niterói (605), Maricá (264), Rio das Ostras (235), Itaperuna (227), Macaé (205), São Gonçalo (186), Petrópolis (165) e Cabo Frio (163). Apesar do estado do Rio ficar em quarto lugar, a capital é o município do Brasil com o maior número de instalações.

O aumento da procura pela geração distribuída, segundo especialistas, é explicado pelo aumento na tarifa de energia elétrica, uma vez que o retorno financeiro do investimento na energia solar está diretamente ligado a três fatores: menor valor das tarifas, insolação de cada cidade e custo médio dos aparelhos.

A tarifa de energia elétrica no País, explica a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é calculada considerando fatores como a infraestrutura de geração, transmissão e distribuição de energia, assim como “fatores econômicos de incentivos à modicidade tarifária e sinalização ao mercado”.

“No caso do painel solar, é possível reduzir em até 90% a conta de energia, valorizar o imóvel, assim como diminuir a temperatura interna da residência/comércio, contribuindo com o Meio Ambiente”, explicou Elivelton Freitas, especialista em energia fotovoltaica.

Por esse motivo, o sistema passou a ser adotado como alternativa para órgãos públicos. Recentemente, uma parceria entre o Estado e o Rock in Rio estabeleceu a instalação de 14.600 painéis solares em 210 escolas públicas. Economia gerada será 100% revertida para as unidades pelos próximos 25 anos.

No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande acaba de assinar decreto que torna obrigatória a instalação de equipamentos para captação de energia solar em novas edificações estaduais e instalações construídas com recursos do Estado, mas repassados aos municípios.

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