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25-Mar-2013 15:42 - Atualizado em 20/04/2016 14:44
Empresas

Patense: Reciclagem animal tem nome e liderança

A liderança do empresário Clênio Antônio Gonçalves na Indústria de Rações Patense levou a história da reciclagem animal no Brasil a um patamar de respeito e admiração nacional e internacional. Do pequeno negócio familiar, fundado em 1970, a Patense é hoje a mais importante empresa do segmento no Brasil, tanto economicamente como em inovação e empreendedorismo.
 
Em 2012 o faturamento foi próximo dos R$ 200 milhões, enquanto premiações e certificações concedidas pelo setor privado e o governo acumulam-se com o passar dos anos. Entre elas, estão o Destaque Nacional do Enaex; o Certificado de Empresa Exportadora do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento); o título de Empresário do Ano da Fiemg, o Mérito Empresarial da Prefeitura de Patos de Minas, duas vezes entre “as 500 maiores do agronegócio” pela Ed. Globo, entre outros.
 
O empreendedorismo, a perseverança e a abertura a inovações do empresário levaram a Patense a tais resultados e reconhecimentos e, ao mesmo tempo, geraram centenas de empregos, riqueza onde atua e para o Brasil e, especialmente, preservação do meio ambiente. Como diz o slogan da Patense, “a visão sustentável faz parte do DNA da empresa”. 
 
A evolução da Patense potencializou-se a partir de 1998 quando a desossa das carcaças de animais passou a ser obrigatória para frigoríficos em todo o país. Assim, o que parecia uma ameaça tornou-se uma oportunidade de negócio, já que os processadores teriam também os ossos além dos resíduos não alimentícios.  
 
O empreendedor Clênio identificou que o caminho para viabilizar sua atividade seria mostrar aos donos de frigoríficos que o “foco” deles era a comercialização da carne e não na graxaria. Por seu lado, a Patense investiria em tecnologia e eficiência para, justamente, tornar outros subprodutos lucrativos. Esta “sacada” tornou diversos frigoríficos parceiros e, rapidamente, alcançou grande sucesso.
 
A reciclagem animal é uma atividade que ganha cada vez mais destaque na agroindústria, pois, além de importante atividade econômica, tem grande valor ambiental. Tal aspecto da reciclagem animal pode agregar valor aos produtos e, ainda, melhora a imagem da agropecuária na sociedade por preservar o meio ambiente. 
 
O empresário, assim, mantém a sua visão estratégica de marketing e, por meio de investimentos em comunicação, valoriza sua marca e o próprio conceito de reciclagem animal. A Patense é, hoje, sem dúvida a marca mais importante do segmento enquanto a criação da Abra (Associação Brasileira de Reciclagem Animal), em 2006, representa a reciclagem animal brasileira no Brasil e no exterior.

Clênio é presidente e liderança incontestável na Abra que ajudou a fundar pela necessidade de organização e representação coletiva da reciclagem animal. Por meio da Associação, realizou o primeiro diagnóstico completo do setor, onde ficou demonstrada sua importância econômica (um PIB de R$ 7 bilhões em 2010) e ambiental no Brasil. O próximo projeto da Abra é a criação do selo “Identidade do Setor de Reciclagem Animal”, que trará benefícios múltiplos a todos os envolvidos. “Os avanços conquistados tanto na Patense como na Abra foram possíveis por meio da formação de equipes altamente capacitadas e multidisciplinares pois, o crescimento pessoal, profissional e empresarial podem ser obtidos apenas pelo trabalho participativo e em equipe”, diz.
 
Evolução em números

A evolução da Patense está demonstrado em números. A história da empresa, até agora, pode ser dividida em quatro fases distintas. Até 2002, existia apenas a unidade de Patos de Minas que processava cerca de 3 mil toneladas de subproduto por mês, basicamente de origem bovina, com faturamento girando em torno de R$7 milhões por ano.
 
De 2003 a 2006, com o início de operação da unidade de Itaúna, o processamento passou para cerca de 8 mil toneladas por mês e o faturamento chegou ao patamar de R$20 a R$ 25milhões por ano. De 2007 a 2010, com novos investimentos nas unidades de Patos de Minas e de Itaúna, a produtividade chegou a 15 mil toneladas mensais e o faturamento pulou de R$ 37 milhões em 2007 para R$ 83 milhões por ano em 2010.
 
Em 2011 e 2012, um novo salto significativo elevou o processamento para 20 mil a 25 mil toneladas mensais e o faturamento à faixa de R$ 115 e R$ 163 milhões por ano. “Neste último ano, houve um crescimento da ordem de 42% no faturamento, o que é bastante significativo se comparado aos níveis de crescimento conseguidos por outros segmentos no país”, constata.
 
Tal crescimento ocorreu como resultado de investimentos da ordem de R$ 60 milhões entre 2008 e 2012 e, também, por conta da diversificação das linhas de produção que incluíram a reciclagem de subprodutos de outros animais como suínos e aves além do expressivo crescimento da linha bovina. A expectativa para 2013 é de investimentos da ordem de R$10 milhões e ampliação do faturamento até a casa dos R$ 300 milhões.
 
Comércio exterior
 
O diretor-presidente da Patense sempre entendeu que o futuro de sua empresa estava no mercado internacional. E assim, no momento certo, após a estruturação da empresa, contratou profissionais com larga experiência e criou o Departamento de Exportação para estabelecer e executar os processos de comércio exterior da empresa.
 
Pouco tempo depois, a Patense obteve o Certificado de Empresa Exportadora do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para suas duas unidades industriais e, hoje, 30% de sua receita bruta vem do comércio exterior.
 
Assim, ajuda a economia da região, de Minas Gerais e do Brasil ao contribuir para superávits comerciais e ser a única empresa mineira a realizar exportação direta de farinhas. “Para o ano de 2013 a nossa expectativa é manter as exportações no mesmo patamar percentual, mesmo com o crescimento previsto da produção”, prevê.
 
Meio ambiente e inovação
 
A Patense sempre buscou conhecer novidades e, assim, introduziu modalidades de negócio inéditas no Brasil, chegando à frente dos concorrentes. A cultura de inovação gerou alguns bons exemplos como a fertirrigação, a caldeira de biomassa e reciclagem de subprodutos de animais de granja.
 
A empresa inovou ao transformar os 150 milhões litros de águas residuais geradas pela empresa em irrigação e adubo, o que eliminou por completo o despejo destas águas em rios ou córregos. A fertirrigação, como é conhecida, é um “case” clássico de sucesso da Patense.
 
O sistema injeta, ao mesmo tempo, adubo orgânico ou químico via água no solo e isso torna a irrigação mais econômica e a aplicação do adubo mais uniforme além de economizar mão-de-obra, reduzir a compactação do solo e os danos causados por máquinas e possibilitar o parcelamento da aplicação em quantidade ou época.
 
A aplicação do processo implica em investimentos em ativos ambientais para alcançar a sustentabilidade de todos os elos da cadeia produtiva. O balanço ambiental inclui ativos ambientais como: cobertura do solo, proteção das fontes de água, cultivo mínimo e plantio direto, fertilização adequada, reposição de matas ou pastagens em áreas impróprias para culturas anuais, corte planejado de árvores e reciclagem adequada de resíduos.
 
“A fertirrigação tem vários objetivos que vão desde um aproveitamento racional de todos os recursos disponíveis; mais estabilidade dos sistemas de produção; uso de novos componentes tecnológicos; integração dos sistemas produtivos para práticas sustentáveis social, ambiental e economicamente; estabelecer o princípio de que o resíduo de um sistema pode constituir-se em insumo para outro”, detalha.
 
Já a Caldeira de Biomassa é um equipamento que interage com a natureza sem poluir. O sistema de queima de combustíveis e os filtros permitem que a emissão de gases e particulados esteja dentro de padrões exigidos pelos órgãos reguladores. Além disso, o combustível usado (cavaco, briquetes, cascas de arroz, moinha de carvão vegetal, etc) garante a produção de energia renovável, limpa e sustentável sem o uso de combustíveis fósseis que causam o efeito estufa.
 
Quanto à reciclagem de animais de granja, a Patense iniciou junto ao MAPA, por meio da ABRA, um processo de aprovação do aproveitamento destes subprodutos em graxarias. Atualmente eles são destinados apenas para compostagem, ou seja, utilizados como adubo. Desta forma, o que na Europa e outros países é adubo, no Brasil será ração animal, barateando a produção.
 
Cultura empresarial
 
A Patense constrói expressivos resultados econômicos, sociais e ambientais graças a implantação de uma cultura empresarial igualmente exitosa, que reflete o exemplo de empreendedorismo, de espírito de inovação e de valorização do trabalho em equipe do proprietário.  
A empresa adotou, por exemplo, a política de captar colaboradores de outros setores, sem vícios e com experiências variadas, e construiu, assim, uma forma inovadora de atuar que está sempre um passo a frente de concorrentes.

Do mesmo modo, adquiriu equipamentos de laboratório para estabelecer a mensuração da eficiência da sua produção bem como da geração de energia e vapor. Além disso, informatizou seus processos por meio de um software desenvolvido especificamente para administrar as várias etapas da produção de maneira rápida, eficiente e móvel com o uso de “palm tops” no lugar dos anteriores 30 mil boletos por mês. Este controle permite a supervisão logística da frota de cerca de 180 veículos.
 
Valores
 
Os valores de uma empresa são, em última análise, a extensão dos valores pessoais e familiares de seus líderes. No caso da Patense, o exemplo do empresário Clênio mostra que é preciso “manter os valores acima de qualquer lucro” pois “a clareza nos negócios leva segurança aos clientes”.
 
Este comportamento e conduta refletem-se no tratamento dispensado pelo empresário ao grande círculo de amigos de longa data ou os mais recentes bem como no envolvimento da própria família (mãe, esposa, filho e irmãos) nas atividades da empresa. “Não basta ser honesto, tem que mostrar que é, pois esta postura traz segurança para colaboradores e a sociedade”, finaliza.

Assessoria de Imprensa Patense
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