Guia Gessulli
10-Mai-2018 10:47
Transporte

Os impactos positivos da eletromobilidade no Brasil e no mundo

O estoque global de carros elétricos ultrapassou 2 milhões de veículos em 2016, ou seja, o dobro do ano de 2015 que foi de 1 milhão de unidades

Ao longo dos últimos anos a mobilidade urbana tem sido debatida com maior lucidez, e um dos principais setores que tem se envolvido nessa discussão é o da indústria automobilística, principalmente no quesito desenvolvimento tecnológico de veículos comerciais, onde fatores como mudanças climáticas, crescimento da população mundial e demanda por mais segurança, tem se tornado essenciais para a sobrevivência do setor.

Segundo o Relatório Global sobre Veículos Elétricos (Global Electric Vechicle Outlook 2017), lançado pela Agência Internacional de Energia (IEA International Energy Agency), as vendas de veículos elétricos em 2016 alcançaram um novo recorde mundial, chegando a marca de 750 mil unidades vendidas.

Dentre os países com maior sucesso de vendas de veículos elétricos, além da China e dos Estados Unidos que lideram o ranking, a Noruega alcançou números significativos em 2016, correspondendo a 29% das vendas.

O estoque global de carros elétricos ultrapassou 2 milhões de veículos em 2016, ou seja, o dobro do ano de 2015 que foi de 1 milhão de unidades. (Figura 1)

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Figura 1

Seguindo essa tendência de crescimento da mobilidade elétrica, a indústria Volvo reforçou, no Salão Internacional do Automóvel de Pequim 2018, sua liderança no setor de eletrificação veicular, onde pela primeira vez expôs somente veículos híbridos do tipo plug-in. O lançamento local do novo XC40 T5 faz com que a Volvo Cars fique bem posicionada para cumprir sua ambição de aumentar ainda mais sua participação no maior mercado automotivo do mundo.

De volta ao solo brasileiro, a realidade aqui caminha de maneira gradativa, mas positiva no âmbito regulatório.  Na maior cidade do país, a Prefeitura de São Paulo divulgou no dia 24 de abril de 2018, a versão final dos editais da licitação que regulará o futuro do sistema de transporte coletivo municipal.

O destaque mais importante do conjunto de documento liberado pela Secretaria de Transportes são os cronogramas anuais com as metas de corte de poluentes que serão exigidas pelos concessionários ao longo de 20 anos.

Na prática, se forem cumpridas, essas metas levarão à troca da maior parte da atual frota a diesel por ônibus (14.400 unidades) por veículos elétricos e híbridos, ou movidos a outras tecnologias de energia renovável.

A manutenção dos cronogramas pelo novo secretário de Transportes João Octaviano era considerada essencial para dar eficácia às metas ambientais previstas na Lei Ambiental 16.802/2018, sancionada em janeiro.

A lei fixou um prazo de dez anos para que o transporte coletivo de São Paulo corte em até 50% atuais emissões de CO2 e um prazo de 20 anos para zerar todas as emissões, incluindo MP (material particulado) e NOx (óxidos de carbono), grande vilão na qualidade do ar.

Tecnologias como a eletromobilidade, smartgrid, smart cities, entre outras são as megatendências mundiais capazes de impactar a utilização do cobre e fazer uso eficiente da energia elétrica. Desta forma há uma contribuição mais efetiva para a diminuição da emissão de poluentes.

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