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MPX e alemã E.ON dividirão investimentos em projetos

IG
16-Jan-2012 13:38 - Atualizado em 20/04/2016 14:42

A MPX Energia, controlada pelo empresário Eike Batista, e a alemã E.ON ficarão responsáveis cada uma por 50 por cento do aporte nos projetos que desenvolverão por meio da joint venture revelada na última quarta-feira. Os valores de investimentos, porém, ainda não foram definidos.

"Não haverá um desequilíbrio... Haverá completo alinhamento de 'equity'", disse o presidente da MPX, Eduardo Karrrer, em teleconferência com analistas, ao ressaltar que as estratégias e a disciplina de investimentos já assumidas pela MPX não devem sofrer alteração.

"A decisão final de investimento será definida no documento com política de investimentos... Acredito que podemos alcançar os mesmos (objetivos) econômicos, mas eventualmente ser mais agressivos", completou.

Conforme antecipado por duas fontes à Reuters na terça-feira, a E.ON entrará no capital da MPX com uma participação de 10 por cento. Ambas desenvolverão juntas projetos de geração a carvão, gás e em fontes renováveis -solar e eólica- no Brasil e no Chile.

A entrada da E.ON na MPX ocorrerá por meio de um aumento de capital a ser promovido pela empresa brasileira, no qual Eike cederá seu direto de preferência para que o grupo alemão subscreva novas ações. Ao se tornar sócia da MPX, a E.ON terá direito a nomear um membro para o Conselho de Administração da companhia.

Como a E.ON está pagando um prêmio pela participação na MPX em relação ao valor de mercado da companhia, analistas acreditam que o preço de subscrição dos acionistas minoritários no aumento de capital pode ficar acima do atual preço do papel da empresa na Bovespa.

"A princípio, classificamos a notícia como positiva... Calculamos que a E.ON pagou um prêmio de 25 por cento em relação ao atual valor de mercado (da MPX). Ela está pagando 850 milhões de reais por 10 por cento da companhia, sendo que 10 por cento hoje seriam 680 milhões de reais", disse o membro da equipe de análises da Um Investimentos Thomas Chang.

A MPX afirmou em comunicado que o aumento de capital "será efetuado a um prêmio significativo em relação ao mercado".

O aumento de capital com a emissão de novas ações da MPX será deliberado pelo Conselho de Administração em um valor total a ser determinado.

Na bolsa paulista, a ação da MPX tinha forte queda, apesar da visão positiva de analistas sobre a aliança com a E.ON.

Um dos motivos para a queda seria realização de lucros, já que o papel da MPX subiu muito nos últimos meses -nos três últimos meses de 2011, acumulou ganho de 30 por cento. Além disso, o aumento de capital implica em diluição aos acionistas minoritários que não acompanharem a operação.

Às 15h34, a ação da MPX recuava 6 por cento, para 46,06 reais. O papel não integra o Ibovespa, que operava perto da estabilidade.

Criação de valor - O presidente da MPX disse que a joint venture com a E.ON resultará em "massiva criação de valor" para ambas as companhias globalmente e que os acionistas verão esse retorno.

Com o objetivo de se tornar a maior empresa privada de energia elétrica do Brasil, as empresas pretendem atingir uma capacidade de geração de 20 gigawatts (GW). O prazo para que isso aconteça, contudo, não foi mencionado. A MPX já tem licença para desenvolver 11 GW de projetos térmicos.

Eike, acionista majoritário da MPX, disse a jornalistas que o investimento necessário para desenvolver os 11 gigawatts (GW) de projetos térmicos licenciados da empresa seria de cerca de 22 bilhões de dólares.

O presidente da E.ON, Johannes Teyssen, afirmou que as empresas planejam contar com financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver os projetos.

Segundo Karrer, da MPX, a empresa continuará visando os mercados de energia regulado e livre. "Os projetos que temos são altamente competitivos", disse.

Eike confirmou ainda que a MPX deve participar no próximo leilão de energia nova A-3, marcado para março, mas não quis detalhar com quais projetos.

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