AveSui Biocombustível Bioenergia Biomassa América Latina Comentário B&B Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Geral Insumos Meio Ambiente Pesquisa e Desenvolvimento Sustentabilidade Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Insumos

Milho pode ser usado para fabricar garrafas e mamadeiras

Revista Globo Rural
21-Nov-2011 08:52 - Atualizado em 20/04/2016 14:42

Polímeros obtidos a partir de derivados de milho podem, muito em breve, substituir em resinas epóxi, um composto chamado bisfenol A, que quando utilizado em policarbonatos, gera produtos como plástico rígido usado em garrafas e mamadeiras, e que, por ser prejudicial à saúde humana, está sendo banido em diversos países, incluindo o Brasil.

Quem conseguiu decifrar a combinação química destes polímeros foi o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Henrique Catalani, do Instuto de Química da instituição.

Catalani chegou ao polímero depois de realizar pesquisas em parceria com cientistas norte-americanos. A descoberta já lhes rendeu o prêmio Thomas Alva Edison Award 2011, concedido pelo Conselho de Pesquisa e Desenvolvimento de New Jersey, nos Estados Unidos.

Em 2004, durante um pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Nova Jersey (NJIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, o brasileiro se integrou a um grupo de cientistas da instituição, liderada por Michael Jaffe. Na época, os pesquisadores se dedicavam a um projeto, apoiado pelo Iowa Corn Promotion Board (ICPB), com o objetivo de agregar valor a produtos do milho.

Uma das possibilidades levantadas foi desenvolver produtos baseados em um composto derivado da glicose do milho, chamado isosorbídeo. Com base nessa substância, os cientistas deram origem a um novo polímero para compor resinas tipo epóxi, que são utilizadas em larga escala em plásticos rígidos, como placas de computador, embalagens e revestimentos.

"Esse novo polímero é importante tanto pelo fato de ser proveniente de insumos da biomassa - e, portanto, uma alternativa aos derivados de petróleo - como também por substituir o bisfenol A em resinas epóxi", disse Catalani.

De acordo com o pesquisador, o composto que está sendo proibido em diversos países - por ser um mimetizador de estrógenos (hormônios), entre outros efeitos - é utilizado em diversos produtos como um agente plastificante. Já em resinas epóxi a substância é a base (monômero) do polímero.

"Estamos propondo uma nova estrutura molecular correspondente ao bisfenol A para substituí-lo em resinas epóxi, que é o isosorbídeo", disse. O novo polímero resultou em uma patente, registrada por Catalani e pelos outros três pesquisadores autores da descoberta: Anthony East, Michael Jaffe e Yi Zang, do NJIT.

Já produzido em escala comercial a partir do milho, o isosorbídeo também poderia ser obtido a partir de outras matérias-primas, como a cana-de-açúcar. "Certamente, a cana-de-açúcar seria uma alternativa para obter esse produto, porque dela se obtém glicose em grande quantidade", explicou.

O trabalho realizado em parceria com a equipe do NJIT se integra aos desenvolvidos por Catalani no IQ da USP, voltados para a produção de poliésteres biodegradáveis e bioabsorvíveis para aplicações como biomateriais para uso em engenharia biomédica.

O pesquisador pretende utilizar o novo polímero derivado do isosorbídeo para desenvolver um suporte ao crescimento de diversos tipos de células, que representa o primeiro passo para se tentar produzir tecidos artificiais, como tecido ósseo ou para reconstituição de tímpano. Catalani desenvolveu estruturas chamadas hidrogéis.

Formados por redes de polímeros, essas estruturas que absorvem água em grandes quantidades podem atuar como "curativos inteligentes", realizando a liberação controlada de fármacos, como antibacterianos e antifúngicos. "Já temos três patentes depositadas no Brasil na área de hidrogéis. Mas não temos um produto final porque ainda não fechamos com nenhuma empresa interessada em produzi-lo", disse.

Assuntos do Momento

Usina de biogás em Macaé transforma lixo em energia
30 de Junho de 2022
Energia Limpa

Usina de biogás em Macaé transforma lixo em energia

Macaé converte o gás metano, tóxico para a atmosfera, em energia limpa. Inauguração da usina faz parte do Mês do Meio Ambiente

Biogás pode ser a solução energética limpa e adequada para a Amazônia
04 de Julho de 2022
Autossuficiência

Biogás pode ser a solução energética limpa e adequada para a Amazônia

Geração de energia por esse tipo de recurso, que pode ser obtida por diferentes matérias-primas, conta com financiamento garantido pelo Banco da Amazônia, podendo atender empresas e comunidades

Bunge Bioenergia abre processo seletivo em cinco estados brasileiros
04 de Julho de 2022
Oportunidades

Bunge Bioenergia abre processo seletivo em cinco estados brasileiros

Há chances para estudantes de diversas áreas interessados nos Programas de Estágio ou Jovem Aprendiz da empresa

Energia solar é um dos mercados mais promissores entre as energias renováveis
04 de Julho de 2022
Solar

Energia solar é um dos mercados mais promissores entre as energias renováveis

Facilidades de financiamento a partir de bancos e cooperativas são vantagens estratégicas que ampliam potencial de crescimento

Vestas fornecerá turbinas eólicas para novo parque eólico em Pernambuco
04 de Julho de 2022
Eólica

Vestas fornecerá turbinas eólicas para novo parque eólico em Pernambuco

O novo empreendimento de energia eólica na região de Pernambuco contará com 19 turbinas V150-4,5MW que a Vestas fornecerá e instalará na região

Países da União Europeia concordam em encerrar venda de novos carros a combustão até 2035
30 de Junho de 2022
Carbono Neutro

Países da União Europeia concordam em encerrar venda de novos carros a combustão até 2035

A proposta da Comissão Europeia deve contribuir para alcançar os objetivos climáticos do continente, em particular a neutralidade carbônica no horizonte de 2050

Mais assuntos do momento
Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade