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Lâmpadas incandescentes estão com os dias contados

Valor
12-Ago-2013 13:49 - Atualizado em 20/04/2016 14:44

Após 130 anos, as lâmpadas incandescentes estão prestes a desaparecer. Em 2017, estarão extintas do mercado brasileiro e apenas farão parte da história da evolução tecnológica do setor energético. Sem essa invenção de Thomas Edison, o país poderá economizar 6,4% de energia, segundo estimativa informada pelo diretor da Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abilux), Isac Roizenblatt, durante o painel "Inovação Tecnológica e Eficiência Energética", no 14º Encontro de Energia, promovido pela Fiesp.

Para ele, a troca de tecnologia é a forma rápida de reduzir o consumo de energia de maneira efetiva. As incandescentes deixarão saudades, mas os benefícios proporcionados pelas lâmpadas eletrônicas são incontáveis, declarou. As lâmpadas LED, que consomem entre 80% e 90% menos energia, e iluminam mais na proporção inversa à queda de consumo, se comparadas às incandescentes, deverão dominar o mercado, apesar do seu alto custo, explicou.

Para Roizenblatt, o Brasil deve seguir a experiência de países desenvolvidos, como o Japão, em que 68% da iluminação pública é feita com lâmpadas LED. A inovação e a economia não se darão pela simples troca de lâmpadas. Segundo o diretor da Abilux, a instalação de sensores acoplados às lâmpadas eletrônicas permitirá que a iluminação se dê de forma seletiva, isto é, a lâmpada só permanece acesa quando for detectada a presença de uma pessoa trafegando pela rua, por exemplo. Com base nesse princípio, a redução do consumo pode chegar até a 10% em relação às lâmpadas convencionais, disse.

Segundo Roizenblatt, haverá completa integração no que diz respeito à conservação de energia, mas não do ponto de vista da produção desses novos produtos. O chip que orienta o funcionamento da lâmpada eletrônica não é produzido no Brasil, o que excluirá a indústria brasileira desse processo. "Falta uma política industrial voltada para o processo de inovação tecnológica na área de iluminação", afirmou ele.

Qualquer ação que tenha por objetivo mitigar danos ao meio ambiente e o uso inadequado de energia pode contar com o apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), disse o especialista regional em energia da instituição, Enrique Rodriguez Flores. Esse apoio pode ser concedido a instituições públicas e privadas, embora concessões de crédito possam ter trâmites distintos. Segundo disse, dentre os projetos aprovados até 2015, cerca de 15% correspondem a investimentos em eficiência e inovação, o que permite aos países acesso às modernas tecnologias para melhor aproveitar os recursos naturais.

Coube ao diretor da empresa de consultoria Ecoee, Cyro Bocuzzi, relatar os benefícios do gerenciamento de demanda de energia. Desde 2008 que o Brasil começou a instalar as primeiras redes inteligentes, os chamados smart grids, que prometem mudar a distribuição de energia por meio do fornecimento de um maior volume de informações sobre consumidores, eficiência das redes e maior controle sobre o fornecimento de energia. O gerenciamento da demanda, afirma, permite avaliar e até postergar investimentos. Bocuzzi citou o exemplo da cidade de Nova York, em 1980, quando cerca de 20% da capacidade de fornecimento de energia permanecia ociosa a maior parte do dia.

Situação é semelhante à das grandes indústrias, cujo consumo no horário de pico da demanda é responsável pela elevação do custo da energia em pelo menos 30%, afirmou. "É possível reduzir o custo da energia e até dos investimentos", declarou. Bocuzzi explicou que inovações desenvolvidas para serem aplicadas em sistemas de telecomunicações estão sendo adaptadas ao setor energético, como o processo de "enfileiramento digital", que permite racionalizar e minimizar o uso desses insumos.

Essas inovações também são aplicáveis aos sistemas públicos de abastecimento de água, gás, óleo e até transportes públicos, o que contribui para elevar a eficiência dos serviços, com expressiva redução dos custos.

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