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Fonte Renovável

Fontes solar e eólica terão mais espaço na geração de energia do Brasil

As informações constam na minuta do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2031, que foi colocada em consulta pública nesta segunda-feira (24/01).

Redação com informações de Correio do Brasil
25-Jan-2022 17:02

O governo estima que a capacidade instalada para geração de energia elétrica aumentará 37% na próxima década, alcançando 275 gigawatts (GW) em 2031, com as fontes eólica e solar ganhando espaço na matriz enquanto a hídrica terá sua fatia reduzida a menos de 50%.

As informações constam na minuta do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2031, que foi colocada em consulta pública nesta segunda-feira. O documento elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê que o parque gerador nacional passará dos atuais 200 GW para 275 GW em 2031.

Um dos principais destaques é a geração distribuída de energia — pequenas usinas para geração própria, normalmente solares, instaladas em telhados ou terrenos. Essa modalidade deverá atingir 37 GW em dez anos (ante 8 GW atuais), chegando a 14% da capacidade instalada total, segundo o PDE 2031.

Expectativa

Já no caso das hidrelétricas, que sofreram no ano passado com o pior nível de chuvas em 90 anos, a expectativa é de que sua participação relativa na matriz continue caindo. Em 2031, as hidrelétricas devem representar 45% da capacidade instalada total do país, contra 58% em 2021 e 83% no início dos anos 2000.

O governo prevê ainda um aumento de 12 GW da oferta de térmicas não renováveis, que podem ser movidas a gás natural, carvão mineral, óleos combustível e diesel e gás industrial. A expectativa é de que esse grupo de usinas some 35 GW em 2031.

O PDE 2031 também trouxe estimativas de crescimento da transmissão de energia elétrica. A expectativa é que a rede de linhas de transmissão cresça 19% no período, passando a ter uma extensão total de 209 mil quilômetros. Também estima-se aumento de 28% na capacidade de transformação de subestações.

Transmissão

Em termos de investimentos, a expansão de oferta elétrica deverá exigir aportes de 528 bilhões de reais até 2031, segundo cálculos do governo.

Desse total, espera-se que a geração centralizada atraia 292 bilhões de reais, enquanto a geração distribuída demandará 135 bilhões de reais. Outros 101 bilhões de reais deverão ser destinados ao segmento de transmissão.

O cenário de referência do governo para o PDE 2031 prevê um crescimento médio de 3,4% ao ano da carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2031. A perspectiva para o PIB brasileiro é de crescimento médio anual de 2,9% no mesmo horizonte.

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