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Leilão

Energias solar e eólica são as mais competitivas em leilões do governo, mostra pesquisa

Resultados dos leilões apontam que Brasil se tornou mercado lucrativo para essas indústrias. Em cinco anos, parques eólicos mais que dobraram geração de energia no país

Redação com informações de G1
23-Jun-2022 10:31

Nos leilões realizados pelo governo federal, nos últimos seis anos, as energias solar e eólica foram as que motivaram maior competição. O investimento nessas energias renováveis pode ter influência direta no valor das contas de luz.

Um país imenso generosamente banhado de sol. E com ventos que sopram com força em boa parte do nosso litoral. O resultado é energia limpa, renovável, farta e barata.

O sol e o vento aparecem em lugar de destaque em um estudo que comparou os resultados dos últimos dez leilões de energia organizados pelo governo desde 2016.

São os leilões que garantem o suprimento de energia para os próximos anos e permitem que o país cresça sem risco de desabastecimento.
A fonte mais barata continua sendo a hidroeletricidade. Eólica e solar tem ficado na frente das termelétricas a gás, óleo e carvão.

“O Brasil tem uma das melhores matrizes do mundo e ainda tem um potencial gigantesco para construir novas plantas eólicas, solares e hidrelétricas. O que faz com que o custo da indústria de energia elétrica no Brasil seja muito competitivo atraindo investidores não só nacionais, mas também internacionais”, explica Nivaldo Costa, professor da UFRJ e coordenador do Gesel (Grupo de Estudos do Setor Elétrico).
 
Os resultados dos leilões confirmam que o Brasil se tornou um mercado lucrativo para essas indústrias, que não param de crescer. Em apenas cinco anos, os parques eólicos mais que dobraram a geração de energia no país. As usinas solares saíram de um lugar quase insignificante em 2016 para crescer mais de 25.000%.

“Eu diria que são três vantagens: primeira delas é o custo, hoje, essas fontes são as que apresentam o menor custo de produção no Brasil. Segundo lugar, o curto espaço de tempo que elas saem do projeto para a operação plena, no máximo em dois anos essas fontes estão totalmente operacionais. E por último, mas não nesta ordem, o forte apelo ambiental que essa pauta traz hoje para o Brasil”, diz o presidente da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), Rui Altieri.

Embora sejam mais baratas e competitivas, solar e eólica são fontes intermitentes, ou seja, não produzem energia de forma regular como as termelétricas, mais caras e poluentes. Com a crise hídrica e a diminuição do nível das barragens o governo optou pelas térmicas, o que encareceu as contas de luz.

Especialistas afirmam que se não fosse o crescimento de outras fontes de energia renovável como solar e eólica, as contas de luz hoje seriam ainda mais caras.

As projeções indicam que esse custo pode cair com o barateamento das tecnologias e a expansão dessas fontes na matriz energética.

“Você está pagando caro na sua conta porque nós fomos obrigados a chamar o sistema, termelétricas emergenciais para ocupar o lugar das hidrelétricas porque não tinha água no reservatório pra gerar. É por isso que você não percebeu ainda, mas na medida que essa matriz vai ficando mais diversificada, com mais eólica, com mais solar, nós vamos sentir no bolso esse efeito e vamos pagar menos pela energia num setor bem dimensionado”, afirma a presidente da Abeeolica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Elbia Gannoum.

“A água, o vento, o sol, a biomassa são recursos gratuitos da natureza, que se renovam. Isso não é verdade para outras fontes que não são renováveis. Então, é fundamental, para a gente continuar tendo uma matriz elétrica limpa, mas também competitiva, com preços menores e não maiores para os consumidores, que nós priorizemos as fontes limpas e renováveis. São as mais competitivas no Brasil. De quebra, são limpas e renováveis, mas são as mais baratas que o Brasil tem à sua disposição”, diz o presidente da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Lopes Sauaia.

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