Guia Gessulli
18-Jan-2019 16:06
Mercado

Empresa chinesa compra usinas solares no Piauí em transação de R$ 2,9 bilhões

A transação abarca 292 megawatts de potência em solo piauiense, abrangendo os ativos já em operação.

A empresa chinesa CGN Energy International Holdings em uma transação avaliada num total de 2,9 bilhões de reais, ou 700 milhões de euros, adquiriu as usinas solares de Nova Olinda, no Piauí e Lapa, na Bahia. A transação abarca 292 megawatts de potência em solo piauiense, abrangendo os ativos já em operação.

Atualmente, os projetos de energia limpa não nuclear sob a administração da CGN estão distribuídos por 14 países e 5 continentes na Ásia, Europa, África, Oceania e América do Norte, incluindo 28 projetos controlados por patrimônio em operação, 2 projetos em construção e 2 projetos participantes do capital em operação. Um número de centros regionais de lucro de alta qualidade e plataformas de desenvolvimento foram criados no sudeste da Ásia, Europa e Coréia, segundo aponta o site da companhia chinesa.

A empresa chinesa tem uma política de desenvolvimento renovável e limpo, e seus ativos de energia limpa não nuclear representam 80% de seus ativos de geração de energia no exterior. Ao mesmo tempo, detém um portfólio diversificado de projetos de geração de energia elétrica com base em energia a gás, incluindo projetos eólicos, solares, carvão limpo, petróleo, célula de combustível e biomassa. Agora, a empresa buscará expandir sua atuação pelo Piauí.

A usina solar Nova Olinda é a maior da América Latina, o investimento aplicado na construção do parque de energia solar chega a aproximadamente R$ 940 milhões (U$ 300 milhões). Assim, o parque Nova Olinda é composto de quase 930.000 painéis solares em uma área de 690 hectares na região de semiárida, sendo capaz de produzir mais de 600 GWh por ano, quando em operação total, o que seria suficiente para atender às necessidades de consumo anual de cerca de 300.000 famílias brasileiras, evitando a emissão de aproximadamente 350.000 toneladas de CO2 na atmosfera.

Folha de S. Paulo
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