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Meio Ambiente

Dez florestas do Patrimônio da UNESCO liberam mais carbono do que absorvem

Estudo inédito mostra que incêndios são principal causa do CO2 lançado pelas áreas protegidas

Redação com informações de Folha de S. Paulo
04-Nov-2021 16:34

As florestas da lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desempenham um papel fundamental na regulação do clima. Contudo, pela primeira vez, um novo relatório estima que 10 das 257 florestas presentes na lista liberam mais CO2 do que absorvem.

Um dado otimista do estudo revela ainda que a rede de florestas desempenhou um papel vital na mitigação das mudanças climáticas, principalmente por absorver 190 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera anualmente.

A nova análise da UNESCO é inovadora por apresentar dados que combinam informações obtidas via satélite e informações locais e podem melhorar a tomada de decisão local, fortalecer e promover a responsabilidade e ação climáticas.

Florestas em pelo menos 10 sítios do Patrimônio Mundial se tornaram fontes líquidas de carbono devido à pressão da atividade humana e às mudanças climáticas, aponta um novo relatório divulgado na quinta-feira (28), pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). . 

O novo estudo da agência, Florestas do Patrimônio Mundial: sumidouros de carbono sob pressão, mostra que, em vez de ajudar a mitigar o aquecimento global, algumas das florestas mais preciosas do mundo estão de fato aumentando as emissões gerais de CO2 .    

Esta é a primeira avaliação científica das emissões de gases de efeito estufa em florestas reconhecidas como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Entre as florestas que  descobriu que liberaram mais carbono do que sequestraram, desde a virada do milênio, estão o Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos, e a Reserva da Biosfera do Rio Platano, em Honduras.

Informações alarmantes - Os dados divulgados pela Organização mostram que em alguns locais a liberação de terras para a agricultura causou emissões maiores do que o sequestro. A crescente escala e severidade dos incêndios florestais, muitas vezes associados a severos períodos de seca, também foi um fator predominante em vários casos. Outros fenômenos climáticos extremos, como furacões, contribuíram em certos locais.?? 

Para a UNESCO, o fato de 10 das 257 florestas pesquisadas apresentarem um excedente de carbono, entre 2001 e 2020, devido à atividade humana é “alarmante”, dado que os locais são altamente valorizados e protegidos.

Para Tales Carvalho Resende, coautor do relatório, os dados fornecem “evidências da gravidade da emergência climática”.

Papel vital das florestas - As notícias não são de todo ruins. A mesma pesquisa também revela que, no geral, a rede de 257 florestas em sítios do Patrimônio Mundial desempenhou um papel vital na mitigação das mudanças climáticas, principalmente por absorver 190 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera a cada ano. Isso é aproximadamente metade das emissões anuais de CO2 do Reino Unido oriundas de combustíveis fósseis.

As florestas do Patrimônio Mundial, cuja área combinada de 69 milhões de hectares é quase o dobro do tamanho da Alemanha. São ecossistemas ricos em biodiversidade, que, além de absorver CO2 da atmosfera, armazenam quantidades substanciais de carbono. 

De acordo com o relatório, o sequestro de carbono por essas florestas durante longos períodos levou ao armazenamento total de carbono de aproximadamente 13 bilhões de toneladas, um número superior ao carbono presente nas reservas comprovadas de petróleo do Kuwait.?  

Traçando o quadro mais detalhado até o momento sobre o papel vital que as florestas em sítios do Patrimônio Mundial desempenham na mitigação das mudanças climáticas, o relatório mostra que a proteção forte e sustentada desses locais e paisagens circundantes pode contribuir para soluções eficazes de mitigação das mudanças climáticas, adaptação e biodiversidade. 

Melhores decisões - Combinando dados derivados de satélite com informações de monitoramento no nível do local, pesquisadores da UNESCO, do World Resources Institute (WRI) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), foram capazes de estimar o carbono bruto e líquido absorvido e emitido por Florestas do Patrimônio Mundial da UNESCO entre 2001 e 2020, além de determinar as causas de algumas emissões.? 

Esta análise de sites icônicos mostrou que a combinação de dados de satélite com informações locais pode melhorar a tomada de decisão local e fortalecer a responsabilidade, ajudando assim as florestas, o clima e as pessoas.

Recomendações - De acordo com a UNESCO, nos próximos anos, sumidouros de carbono atuais provavelmente serão afetados em um número crescente de locais em todo o mundo, como resultado de paisagens cada vez mais fragmentadas e degradadas, e eventos climáticos mais frequentes e intensos. 

Para resolver o problema, o relatório pede uma proteção maior e sustentada dos sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO e suas paisagens circundantes para garantir que suas florestas possam continuar a atuar como relevantes sumidouros e estoques de carbono para as gerações futuras.  

Para alcançar esse objetivo, o relatório recomenda uma resposta mais urgente aos eventos relacionados ao clima, bem como manter e fortalecer a conectividade ecológica por meio de uma gestão melhorada da paisagem.? 

Um exemplo vem da Indonésia, onde as agências governamentais têm usado sistemas de alarme de incêndio quase em tempo real para reduzir significativamente seu tempo médio de resposta. 

As dez que preocupam - Dentre as dez florestas que estão emitindo mais do que absorvem, cinco estão nas Américas, especificamente nos EUA, Canadá, Honduras e Dominicia, três na Ásia, na Rússia, Mongólia e Malásia, e duas na Oceania, na Austrália e Indonésia.

  • Patrimônio da floresta tropical de Sumatra, Indonésia
  • Reserva da Biosfera do Rio Platano, Honduras
  • Parque Nacional de Yosemite, Estados Unidos
  • Waterton Glacier International Peace Park, Canadá e Estados Unidos
  • Montanhas Barberton Makhonjwa, África do Sul
  • Parque Kinabalu, Malásia
  • Bacia Uvs Nuur, Rússia e Mongólia
  • Parque Nacional do Grand Canyon, Estados Unidos
  • Patrimônio Mundial nas Montanhas Azuis de New South Wales, Austrália
  • Parque Nacional Morne Trois Pitons, Dominica

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