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Diretrizes

Coalizão cobra apoio a energias renováveis

Plataforma Biofuturo lança diretrizes para o pós-crise

Valor
12-Ago-2020 09:46

Na disputa pelos motores econômicos do pós-pandemia, os países que utilizam matérias-primas “verdes” em suas cadeias produtivas, sobretudo na área de energias renováveis e biocombustíveis, querem um lugar ao sol. Coalizão internacional formada por 20 nações - incluindo Brasil, Estados Unidos, China, Reino Unido, França e Índia -, a Plataforma Biofuturo lança hoje um documento com cinco princípios de orientação para que os pacotes econômicos de curto e longo prazos para a retomada avancem rumo à bioeconomia.

Um dos princípios que a coalizão defende é a reavaliação dos subsídios aos combustíveis fósseis, sobretudo num momento em que os preços de petróleo e derivados estão pressionados pela baixa demanda global, derivada das medidas de isolamento necessárias para conter a disseminação da covid-19. Essa bandeira já vem sendo defendida pela Agência Internacional de Energia (IEA), que apoiou a elaboração do documento da coalizão.

De acordo com dados da própria agência, mais de 40 países fornecem subsídios aos combustíveis fósseis, mas neste ano o montante de apoio está em queda por causa da redução do consumo. Até agora, a IEA contabilizou US$ 181,9 bilhões em subsídios globais aos combustíveis fósseis, ante US$ 317,6 bilhões no ano passado.

A coalizão também prega que os países que contam com metas e políticas de estímulo aos biocombustíveis, à bioenergia e aos bioprodutos - e que estão colhendo bons resultados - não retrocedam em suas estratégias.

Na carta, o grupo cita algumas políticas já existentes no mundo e demonstra preocupações com alguns programas de destaque. É o caso do brasileiro RenovaBio, que está em seu primeiro ano e cujas metas de descarbonização estão sendo revistas. Também são citados o Padrão de Combustíveis Renováveis do Canadá, cuja regulamentação está atrasada por causa da pandemia, e o programa americano de incentivo à infraestrutura de altas misturas, anunciado em maio e que pretende liberar US$ 100 milhões em subsídios à expansão da distribuição de combustíveis renováveis.

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Mas também há metas ambiciosas em curso. A Índia, por exemplo, pretende ampliar a mistura de etanol na gasolina para 20% até 2030, enquanto a União Europeia quer dar mais espaço aos biocombustíveis avançados na próxima década. Para o curto prazo, a iniciativa multilateral defende a criação de pacotes de incentivos ou financiamentos para os produtores da bioeconomia como forma de reduzir as perdas econômicas geradas pelo coronavírus.

Uma análise recente da IEA estimou que a produção de biocombustíveis deverá recuar 13% neste ano, naquela que será a primeira retração em duas décadas. Por outro lado, uma recuperação do segmento poderá ser positiva para a geração de empregos, já que ele é o segundo em criação de vagas por valor investido - de 15 a 30 por US$ 1 milhão.

Além disso, a Plataforma Biofuturo também elegeu como princípio a integração da bioeconomia nos planos mais amplos de retomada. Nesse sentido, defende que metas ou investimentos em bioenergia se tornem condição necessária para acesso a programas de recuperação de setores como transportes e aviação.

Por fim, a coalizão defende que é preciso premiar a sustentabilidade para promover a externalidade positiva. Nessa linha, o grupo volta a citar como exemplo o RenovaBio, em que os produtores de biocombustíveis recebem uma remuneração proporcional ao volume de emissões que seus produtos evitam ao substituírem combustíveis fósseis.

“A bioenergia é o gigante negligenciado do setor de energias renováveis e será primordial para uma transição energética global de sucesso. Mas seu crescimento não está atualmente na rota para atender as metas de desenvolvimento sustentável”, avaliou, em um comunicado, Fatih Birol, diretor-executivo da IEA, que é a entidade “facilitadora” da Plataforma do Biofuturo.

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