Guia Gessulli
AveSui Biocombustível Bioenergia Biomassa América Latina Comentário B&B Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Geral Insumos Meio Ambiente Pesquisa e Desenvolvimento Sustentabilidade Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Energia Limpa

Biomassa da cana-de-açúcar tem potencial para se tornar a principal fonte de geração de energia elétrica em SP

COGEN e UNICA trabalham para destravar a indústria de cogeração de energia

Informações A.I
03-Out-2016 11:20 - Atualizado em 03/10/2016 11:51

A energia gerada a partir de biomassa do bagaço de cana-de-açúcar poderia abastecer mais da metade dos consumidores do Estado de São Paulo, com seus 45 milhões de habitantes. De acordo com a COGEN (Associação da Indústria de Cogeração de Energia), a capacidade instalada para esse tipo de energia é de 10,8 gigawatts (GW). Já a UNICA (União da Indústria de Cana-de-açúcar) estima que o Brasil possui potencial para implementar adicionalmente cerca de 20 GW de cogeração de biomassa da cana-de-açúcar. Tal potencial engloba apenas as áreas já plantadas de cana-de-açúcar no Brasil. A avaliação foi apresentada durante a Fenasucro 2016.

Para destravar esse potencial, a COGEN e a UNICA preparam, em parceria com a Thymos Energia, um estudo para definir o valor de referência (VR-ES) a fim de possibilitar a comercialização da cogeração da biomassa. Para o presidente da COGEN, Newton Duarte, destravar a indústria de cogeração de energia é fundamental em diversos aspectos. "A indústria de cogeração de energia será essencial para complementar a geração hidrelétrica. Estamos trabalhando para utilizar todo esse potencial já disponível, sendo que nenhum hectare a mais de cana necessitaria ser plantado", afirmou Duarte. As entidades também estão conversando com o Ministério de Minas e Energia para viabilizar a realização de um leilão de biomassa e biogás no início de 2017.

Hoje, no Brasil, a principal biomassa advém da cana-de-açúcar. De cada tonelada do produto, 250 kg são de bagaço e outros 204 kg de palha e pontas que podem ser aproveitadas para geração de energia elétrica. "São inúmeros os benefícios da expansão da indústria de cogeração distribuída”, completou o presidente da COGEN.

Além de demandar menos investimentos para a implementação de projetos, a cogeração de energia a partir da biomassa está em geral localizada junto aos centros de carga, diminuindo consideravelmente os custos de transmissão. Haveria ainda preservação dos reservatórios hidrelétricos no Sudeste e no Centro-Oeste.

Em junho deste ano, foi sancionada a Medida Provisória (MP) 706/2016, que possibilitou a total utilização da capacidade de geração das usinas de açúcar e etanol. Pela regra anterior, as usinas que produziam até 30 MW teriam direito a descontos de 50% nas tarifas de uso dos sistemas de distribuição e transmissão (Tusd e Tust). Quando a produção superasse os 30 MW, a térmica perderia o direito total desse desconto.

Com a mudança, a cobrança do encargo "cheio" será feita apenas para a parcela de energia que superar os 30 MW, desde que a usina exporte até 50 MW. A Lei 13.299 de 2016 aguarda regulamentação da Aneel para que as usinas enquadradas nessas regras possam finalmente tornar viável economicamente a utilização da capacidade total das usinas. A avaliação feita pela COGEN estima um potencial de 500 MW médios adicionais no sistema interligado nacional.

Vantagens da utilização do bagaço e palha da cana de açúcar:

·         Criar confiabilidade e segurança energética para os grandes centros consumidores (Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste);

·         Evitar perdas de até 12% do sistema de transmissão;

·         O ciclo de produção da biomassa da cana-de-açúcar auxilia na captura de carbono da atmosfera;

·         É uma energia renovável;

·         Possibilita a produção de biogás proveniente da biodigestão da vinhaça;

·         Oferece mais um produto para o setor sucroenergético, promovendo sua maior competitividade;

É altamente disponível e com potencial de ser incrementado com a utilização da palha através da colheita mecanizada;

Assuntos do Momento

Fontes solar e eólica terão mais espaço na geração de energia do Brasil
25 de Janeiro de 2022
Fonte Renovável

Fontes solar e eólica terão mais espaço na geração de energia do Brasil

As informações constam na minuta do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2031, que foi colocada em consulta pública nesta segunda-feira (24/01).

Sicredi faz emissão de Green Bond subordinado de USD 100 mi para financiar projetos de energia renovável
26 de Janeiro de 2022
Green Bond

Sicredi faz emissão de Green Bond subordinado de USD 100 mi para financiar projetos de energia renovável

A emissão feita junto ao BID Invest, membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foi no valor de USD 100 milhões

Mudanças no processo de geração de energia causam "inflação verde", que pode se estender por anos
26 de Janeiro de 2022
Transição

Mudanças no processo de geração de energia causam "inflação verde", que pode se estender por anos

Carla Argenta explicou que estamos em meio à transição energética e que processo não é simples

Assinantes de energia solar adotam dispositivo de inteligência artificial para evitar desperdício e reduzir consumo
24 de Janeiro de 2022
Tecnologia

Assinantes de energia solar adotam dispositivo de inteligência artificial para evitar desperdício e reduzir consumo

Tecnologia já é utilizada em várias residências e empresas do Interior de SP e ajuda a reduzir em cerca de 15% consumo de eletricidade

Ministro do MCTI conhece projeto de fábrica brasileira de placas solares
27 de Janeiro de 2022
Investimento

Ministro do MCTI conhece projeto de fábrica brasileira de placas solares

Em audiência, representantes de empresa apresentaram projeto de produção de módulos fotovoltaicos no país, que pode contar com apoio do PADIS

UEMS/Mundo Novo tem projeto de R$ 674 mil aprovado no edital MS Carbono Neutro
24 de Janeiro de 2022
Biometano

UEMS/Mundo Novo tem projeto de R$ 674 mil aprovado no edital MS Carbono Neutro

O projeto, que será coordenado pelo professor Dr. Leandro Fleck, obteve nota final de 9,70 e garantiu a maior pontuação dentre todas as propostas aprovadas, além disso teve o segundo maior recurso financeiro obtido

Mais assuntos do momento
Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade