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Bioenergias exigem novo profissional

Protefer
26-Set-2011 14:46 - Atualizado em 20/04/2016 14:41

Álcool virou etanol. Diesel e outros combustíveis ganharam o prefixo bio. O mercado procura profissionais capacitados para desenvolver novas formas de energia.

A ciência ampliou a gama de insumos capazes de gerar energia e, de 2006 para cá, o ramo se solidificou não só com disciplinas nas engenharias, mas também ganhou graduações tecnológicas.

O interessado pelo tema pode cursar engenharia ambiental e de energia renovável, de bioenergia, de energias renováveis ou o tecnológico de biocombustíveis. Dos bancos da universidade, os recém-formados têm ido direto para o mercado.

"As empresas têm se preocupado com o reaproveitamento de recursos naturais. Esse profissional pode gerenciar seu uso [dos recursos] e diminuir o desperdício", afirma Carlos Carneiro, coordenador do curso de engenharia mecânica: energias renováveis e tecnologia não poluente da Universidade Anhembi Morumbi.

Nessa graduação, o aluno faz matérias tradicionais de engenharia mecânica por três anos e, nos dois últimos, direciona seus estudos para a área de energias renováveis e tecnologia não poluente. Apesar da especialização, o título depois de formado será de engenheiro mecânico.

Em três anos - Já no curso de tecnologia em biocombustíveis da Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Piracicaba (160 km de São Paulo), os alunos pesquisam nas áreas de açúcar, etanol, biodiesel e biogás.

O primeiro ano do curso na Fatec é voltado a conceitos de física, química orgânica, cálculos e produção vegetal. A partir do segundo, os alunos têm aulas, por exemplo, de sistemas de extração e tratamento, processos fermentativos, produção de biocombustíveis e bioeletricidade.

"As empresas procuram os estudantes na faculdade para atuarem em seus laboratórios, escritórios ou lavouras", explica Gisele Bortoleto, coordenadora do curso de tecnologia em biocombustível da Fatec Piracicaba.

O profissional atua com engenheiros em empresas de energia ou na fabricação de equipamentos. O salário médio, para engenheiros ou tecnólogos, é de R$ 4.500.

A "onda verde" presente na criação de cursos, para José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica da USP, deve ser uma preocupação em todas as engenharias.

"Os alunos têm por obrigação saber trabalhar com os recursos, como água, energia ou petróleo", diz Cardoso.

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