AveSui Biocombustível Bioenergia Biomassa América Latina Comentário B&B Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Geral Insumos Meio Ambiente Pesquisa e Desenvolvimento Sustentabilidade Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
FAO

Biocombustíveis não podem prejudicar produção alimentar

Jornal do Brasil
09-Jan-2012 09:27 - Atualizado em 20/04/2016 14:42

O diretor da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva afirmou que a ONU ainda deve estudar a situação dos países interessados em produzir biocombustíveis. Segundo ele, a produção não pode afetar a segurança alimentar das nações.

O cultivo de biocombustíveis é um tema polêmico, pois a sua produção pode causar a perda de terras cultiváveis e diminuir a produção de alimentos.

Graziano citou, em entrevista à Rádio ONU, um estudo realizado pela Comissão Econômica para a região, Cepal, feito na América Latina, sobre o impacto da produção do etanol.

"Nós precisamos, caso a caso, ver que países podem ou não produzir biocombustível sem que isso afete a segurança alimentar, porque a segurança alimentar deve ter sempre prioridade. No caso da América Latina, nós fizemos um estudo detalhado e chegamos à conclusão que somente quatro países da região podem expandir a produção de biocombustível sem colocar em risco a segurança alimentar. São eles: a Argentina, o Brasil, a Colômbia e o Paraguai, que também é um grande produtor de grãos."

José Graziano explicou que nem todo biocombustível é prejudicial. O produzido pela cana-de-açucar, feito no Brasil, é sustentável. No entanto, o biocombustível baseado no milho, e produzido largamente nos EUA, é o que mais preocupa a FAO.

"Tem biocombustível que impacta na segurança alimentar e tem biocombustível, que além de não impactar na segurança alimentar, permite gerar novas fontes de renda para os agricultores nos países em desenvolvimento."

Com o fim do subsídio para os produtores nos EUA, o diretor espera que a produção de biocombustíveis prejudiciais ao meio-ambiente, diminuam nos próximos anos.

Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade