AveSui Biocombustível Bioenergia Biomassa América Latina Comentário B&B Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Geral Insumos Meio Ambiente Pesquisa e Desenvolvimento Sustentabilidade Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Internacional

Barack Obama é reeleito presidente dos Estados Unidos

Valor Econômico
07-Nov-2012 08:42 - Atualizado em 20/04/2016 14:43

Sob muitos aplausos e saudações, em um discurso com forte tom emocional, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo pela união nacional em torno da recuperação do país, após a acirrada disputa eleitoral concluída nesta terça-feira com a vitória democrata. No discurso da vitória, em Chicago, Illinois, seu berço eleitoral, Obama disse estar ainda mais determinado para o segundo mandato. Elogiou Romney pela disputa e disse que procurará o republicano para que possam trabalhar juntos pelo país — um discurso conciliador que já havia sido sugerido pelo próprio Romney, ao reconhecer a derrota.  

"Não estamos tão divididos como sugere a política", disse. "Vimos, recentemente, como é possível trabalhar juntos para lidar com desafios", disse o presidente, referindo-se a pausa na disputa entre democratas e republicanos poucos dias antes da eleição, durante a passagem da tempestade Sandy pela costa leste do país. "Nunca estive tão otimista quanto ao nosso futuro", afirmou Obama, prometendo que continuará a "trabalhar por mais empregos" para que "a América, maior nação do mundo, continue sendo a terra onde é possível vencer pelo próprio esforço".

A rede de TV CNN, conhecida pelos prognósticos em disputas eleitorais, declarou às 2h19 que o presidente Barack Obama foi reeleito para a Casa Branca, ao conquistar 274 votos no colégio eleitoral,  ante 201 do candidato republicano, Mitt Romney. A vitória, por estreita margem em Ohio, foi fundamental para a conquista de Obama, conforme projeção da CNN. São necessários 270 votos no colégio leitoral para que a disputa se defina.

Há pouco, a vantagem de Obama era de 303 votos, contra 206 de Romney, no colégio eleitoral, segundo a CNN. O republicano reconheceu há pouco a derrota. Ele disse que parabenizou Obama por telefone e desejou o melhor para o presidente e sua família no segundo mandato. "Ao final de uma disputa como esta, devemos esquecer as divisões partidárias, pelo país, para  que todos possam voltar ao trabalho", disse Romney.

Após passar a maior parte da disputa atrás de Mitt Romney no voto popular, o presidente Barack Obama passou a liderar a disputa também neste quesito. Há pouco, Obama computava 55,248 milhões de votos, contra 54,095 milhões do candidato republicano.

A eleição americana, contudo, não é definida pelo maior número de votos conferidos pelos eleitores, mas pela quantidade de votos no colégio eleitoral, conquistados pelas vitórias nos Estados que constituem a federação.

A distância no voto popular deve se ampliar também à medida que são computados os resultados em Estados do oeste, como Califórnia e Washington. A vitória no voto popular, embora não seja essencial à definição do resultado no colégio eleitoral, é considerada um fator psicológico importante, especialmente em uma campanha de reeleição.

Para conseguir a reeleição, Obama precisou superar o descontentamento do eleitorado com o atual estado da economia americana. Ainda sofrendo os efeitos da crise econômica global de 2008-2009, os Estados Unidos lutam contra taxas baixas de  crescimento e alto desemprego. Obama é o primeiro presidente a ser reeleito desde a Segunda Guerra Mundial com o desemprego acima de 7,5% — atualmente, está em 7,9%.

O presidente também teve que lidar com um certo grau de decepção em relação aos seus primeiros quatro anos por parte dos eleitores simpatizantes do Partido Democrata. As enormes expectativas geradas pela sua campanha — sintetizadas no slogan “Sim, Nós Podemos” — entraram em choque com a realidade de um país que caiu em recessão e de um Congresso em que a oposição ficou em maioria a partir de 2010.

Nos dois anos em que os democratas contaram com o controle da Câmara dos Deputados e do Senado, Obama concretizou uma luta de décadas do seu partido e que talvez seja o maior feito do seu governo: a aprovação da reforma da saúde. Outra importante realização, que ajudou a diminuir a tradicional vantagem dos republicanos junto ao eleitorado na área da segurança, foi o assassinato do terrorista Osama bin Laden, em maio de 2011.

Um fator decisivo para o triunfo de Obama foi o apoio das mulheres, dos negros e principalmente dos eleitores latinos. “Se eu conquistar um segundo mandato, uma grande razão .... [será] porque o candidato republicano e o Partido Republicano alienaram o grupo demográfico de mais rápido crescimento no país, a comunidade latina”, disse Obama em conversa com jornalistas do  “Des Moines Register” há duas semanas.

Agora, com mais quatro anos na Casa Branca, o primeiro desafio do presidente será evitar que o país caia em nova recessão por conta do chamado “abismo fiscal” (leia texto abaixo). Durante a campanha, Obama deu a entender que entre as suas prioridades estão a aprovação de uma reforma das leis de imigração, a qual facilitaria a obtenção de visto de residência e naturalização para estrangeiros ilegais, e um acordo no Congresso para a redução do enorme déficit orçamentário dos Estados Unidos — a previsão para o ano fiscal de 2012 é de um rombo superior a US$ 1 trilhão.

Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade