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29-Out-2020 08:19
Mercado

Bancos fazem movimento para entrar no mercado de comercialização de energia

Itaú se junta a Santander e BTG como associado da Abraceel e reforça movimento entres instituições financeiras

O desenvolvimento do mercado livre de energia e sua perspectiva de ampliação têm levado bancos a se associarem à Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abraceel). O mais novo é o Itaú Unibanco, que recentemente criou uma comercializadora para negociar contratos do setor energético. Além do Itaú, outras instituições financeiras vêm atuando ativamente neste mercado, como: a BTG Pactual, Santander, Banco ABC Brasil e Banco Plural .

O movimento dos bancos está alinhado com o fato que a partir 1º de janeiro de 2021, a barreira de entrada no mercado livre convencional será reduzida para 1.500 kW, passando a incluir shoppings. Já para 2022, os supermercados devem ser o foco e, por fim, em 2023, o comércio e serviços com demanda superior a 500 kW. Atualmente, para ser um Consumidor Livre - aquele estabelecimento que pode escolher sua energia proveniente de qualquer fonte de geração - a exigência é possuir no mínimo 2.000 kW de demanda contratada por mês.

"A reforma do setor elétrico vem sendo discutida há vários anos e prevê a abertura total do mercado, o que atrai novas empresas buscando novos negócios. Nosso sonho é que todo brasileiro possa escolher e vender sua própria energia, inclusive em suas residências. E no meio deste processo os comercializadores terão papel fundamental no atendimento aos consumidores", diz Reginaldo Medeiros, Presidente Executivo da Abraceel.

O mercado livre de energia elétrica existe no Brasil desde 1995 e atende a mais de vinte mil consumidores no país. Hoje, o ML representa em torno de 33% de toda a energia consumida em território nacional e 86% da energia da indústria.

Redação
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