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Energia Renovável

AES Brasil já negocia contratos de energia para 2026

Com nova parceria com a BRF, geradora elevou projeção de investimentos para R$ 3,5 bilhões entre 2021 e 2025

Redação com informações de Valor
18-Ago-2021 14:16

A  AES Brasil tem enxergado forte demanda no mercado para contratação de energia de longo prazo, um bom sinal para seu plano de avançar com a construção de dois projetos eólicos no Nordeste e desenvolver um novo empreendimento solar em Minas Gerais.

Segundo Rogério Jorge, diretor de relacionamento com o cliente da geradora, o aquecimento do mercado reflete tanto o fortalecimento da agenda “ESG”, com as empresas buscando comprovar a origem renovável de seu consumo de eletricidade, quanto a volatilidade recente dos custos da energia, o que tornou mais atrativa a contratação do insumo por prazos mais longos.

"Estamos com proposta para PPA (contrato de compra e venda de energia) começando em 2026. Para 2025 tem vários", afirma.

Ontem, a AES Brasil divulgou mais um acordo para desenvolvimento do complexo eólico Cajuína, no Rio Grande do Norte, com 1.200 megawatts (MW) de capacidade instalada total. Além de Ferbasa e Minasligas, o empreendimento fornecerá energia também para a BRF, a partir de um parque eólico de 160 MW.

Segundo o anúncio, o acordo envolve a criação de uma joint venture, no modelo de autoprodução - ou seja, AES e BRF serão sócias do parque eólico. As empresas não abrem mais detalhes sobre a estrutura societária, mas a BRF terá uma participação “relevante”, afirma Jorge. O contrato que será firmado tem prazo de 15 anos e início de vigência em 2024. O investimento estimado para o empreendimento é de cerca de R$ 825 milhões (R$ 5,2 milhões por MW instalado).

O diretor da AES afirma que o interesse das empresas pela modalidade de autoprodução vem aumentando desde o ano passado. Mais recentemente, a demanda foi impulsionada também pela crise hídrica, que elevou os custos com despacho térmico e fez disparar os preços de energia do mercado de curto prazo.

“O autoprodutor tem menos exposição ao ESS (encargo pago a geradores térmicos que atendem à geração fora da ordem de mérito) do que quem só comprou um PPA de longo prazo”, explica. Além disso, o executivo destaca que a autoprodução traz uma série de vantagens a grandes consumidores de energia, como a certeza do suprimento - tornar-se sócio da usina é uma estratégia para mitigar riscos com o insumo - e a diversificação do portfólio de investimentos das companhias.

“O cliente pensa: ‘É melhor pegar parte do portfólio, 20% a 30% do consumo, travar no longo prazo num preço competitivo, fazer um investimento com retorno atrativo, sair do risco do encargo e ter garantia de suprimento’. Não tem porque não fazer".

De dois anos para cá, anúncios de projetos de autoprodução de energia se tornaram relativamente frequentes no setor elétrico. Uma das principais investidoras a atuar com essa modalidade é a Casa dos Ventos, que permite a seus clientes comprar uma participação nos empreendimentos quando eles já estão operacionais. Entre as parcerias fechadas recentemente pela Casa dos Ventos, estão várias empresas “eletrointensivas”, como Braskem e Anglo American, e tambéms consumidores relativamente menores, como Vulcabras Azaleia.

Apesar do cenário favorável a novas parcerias no mercado livre, o executivo da AES Brasil pondera que, assim como outras geradoras, a companhia também têm encontrado dificuldade para precificar seus projetos de geração. Um dos fatores de incerteza é o preço do aerogerador, que acabou sendo muito impactado pela disparada dos preços de commodities, especialmente do aço.

“Está difícil precificar porque, por mais que a gente tenha o aerogerador, todo o restante - estrutura civil, linha de transmissão, subestação - tem uma volatilidade muito grande, tem sido sim um desafio”, diz Jorge. No início do ano, a AES Brasil assinou um acordo com a Nordex para uma “reserva” de 1,5 GW em aerogeradores, garantindo que acesso a máquinas à medida que avança com seus novos empreendimentos.

Após o anúncio da parceria com a BRF, a AES Brasil atualizou suas projeções de investimentos. De 2021 a 2025, a deve investir R$ 3,5 bilhões, sendo R$ 2 bilhões na expansão de Cajuína (RN), R$ 918 milhões no complexo eólico Tucano (BA), e R$ 469 milhões em modernização e manutenção.

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Matéria-prima foi classificada pelo bloco como fator que resulta em desmatamento excessivo e não pode mais ser considerada um combustível renovável para transporte.

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