Guia Gessulli
02/07/2012 01h46 - Atualizado em 20/04/2016 02h43
Mercados

Embrapa Agroenergia articula parcerias internacionais

Na agenda de parcerias internacionais de 2012, a Embrapa Agroenergia está priorizando a construção de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com o ARS/USDA (Estados Unidos) e com o CSIRO (Austrália).

Durante a viagem aos Estados Unidos, que aconteceu em maio, foram definidos dois temas com foco em colaboração, adianta Manoel Souza, Chefe-geral da Embrapa Agroenergia. Um deles é a pirólise rápida de biomassa, linha de pesquisa do Eastern Regional Research Center (ERRC), unidade do ARS localizada em Wyndmoor,Pennsylvania.

O processo de pirólise rápida tem sido estudado sob a perspectiva de adensamento energético, com potencial impacto positivo na viabilização da utilização de biomassa como fonte de energia e de outros produtos por meio da implementação de uma logística favorável de coleta, pré-tratamento e transporte para o local de processamento (unidades centralizadas de maior escala). Esse processo gera o óleo de pirólise (bio-óleo), que pode ser utilizado como óleo combustível para caldeiras ou constituir matéria-prima para a produção de calor, eletricidade, produtos químicos e biocombustíveis líquidos. O resíduo sólido carbonoso (biochar) tem potencial para aplicação como condicionador de solo, além de ser uma mistura gasosa cuja queima pode fornecer a energia necessária para o processo de pirólise.

A Embrapa Agroenergia desenvolve processos de pirólise e de gaseificação de biomassa florestal em planta piloto para a produção de bio-óleo, resíduo sólido carbonoso e gás de síntese, dentro do projeto "Florestas Energéticas - Produção e conversão sustentável de biomassa", liderado pela Embrapa Florestas. Também dentro deste projeto, as ações elegidas como foco da parceria com o ERRC são lideradas pela Embrapa Agroenergia.

Por meio do Programa de Conversão Termoquímica de Biomassa, o ERRC desenvolve pesquisas em pirólise catalítica e não catalítica para a produção de biocombustíveis a partir de resíduos agrícolas e culturas energéticas. Também tem iniciativas relacionadas à produção e à aplicação do biochar. Ambas as atividades de pesquisa são prioridades nacionais na missão crítica do ARS para alcançar a independência no suprimento de combustíveis líquidos nos Estados Unidos e para resolver as questões de sustentabilidade ambiental global. Diversos projetos encontram-se, atualmente, em execução nesse tema, constituindo oportunidades para o estabelecimento de parcerias com a Embrapa.

Com etanol de 1ª geração, a colaboração será com a unidade de Illinois, visando à identificação de microrganismos contaminantes do processo de fermentação e à definição de ações em pesquisa para solucionar esse gargalo. "Esse é um gargalo para ambos os países", diz Manoel Souza.

Na construção dessa parceria, o chefe-geral e o Chefe de P&D, Guy de Capdeville, a Unidade contou com suporte da equipe do Labex Estados Unidos.

Em julho, a Embrapa Agroenergia receberá o pesquisador do ARS, Akwasi Boateng que, junto com a equipe do Laboratório Processos Químicos, elaborará um plano de trabalho para os próximos três anos. A proposta envolverá, entre as ações, a ida de pesquisadores e analistas desse laboratório para fazer pós-doc no ARS.

Austrália - Em agosto, o Chefe-geral e mais dois pesquisadores visitarão o CSRO, visando a conhecer os trabalhos com genética molecular e engenharia genética de cana-de-açúcar para aumento da produção de biomassa. Também está programada visita ao Centro de Fenômica de Planta da Austrália.

"Apesar da pequena área, as pesquisas com cana-de-açúcar na Austrália estão em estágio avançado, fazendo com que esse país seja um parceiro estratégico para o Brasil e, consequentemente, para a Embrapa", enfatiza Manoel Souza. "As pesquisas são a chave para manter um país no mercado internacional", reforça.

Pelo fato da Austrália estar localizada próxima aos países centro de origem da cana-de-açúcar, este possui amplo banco de germoplasma do complexo Saccharum. Desta forma, o intercâmbio de materiais entre os países será fundamental para ampliação da base genética do Brasil. Os pesquisadores brasileiros visitarão centros de pesquisas com cana-de-açúcar, visando a possíveis parcerias.

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